sábado, 3 de julho de 2010

Côte d Azur - a caminho do Mónaco

Ruínas de uma Igreja bombardeada na II Guerra Mundial - Sestri Levante

Praias na Côte d Azur

Praia de Sestri Levante

Sestri Levante

Sestri Levante - 30 Kms de Génova

Nice

Nice - Côte d Azur

Cannes

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A caminho de Toulon

Sevilha

Valencia

Praça de Touros de Valencia

Hora do embarque

Grande máquina, Honda Varadero XL1000V, 2007.

Relato sobre a viagem de moto ao Sul da Europa

A viagem ao "Sul da Europa" iniciou-se no dia 05JUN2010 no Funchal, Ilha da Madeira, e terminou no dia 28JUN2010, também na Ilha da Madeira.

Embarcamos no navio tipo ferry de nome "VOLCAN DE TIJARAF" do armador espanhol "ARMAS" que faz a ligação marítima, semanal, entre a Ilha da Madeira-Funchal/Portimão/Funchal. Viagem com a duração de 22 horas.

Chegados ao porto de Portimão, fomos visitar e pernoitar em casa da minha irmã Fátima.

No dia seguinte foi a viagem de Portimão até Sevilha (Espanha), com algumas paragens pelo caminho, fotos e coisas normais de quem passeia pelo Sul de Portugal e entra em terras espanholas.

Chegámos a Sevilha com 36 graus de temperatura, o suor escorria pelas costas abaixo. Depois de encontrarmos o Hotel escolhido, através do Booking.com, foi o duche esperado e trocar de roupa para dar uma volta e conhecer a cidade de Sevilha. No dia seguinte, chovia copiosamente, segundo o noticiário espanhol, chovia torrencialmente em todo o Sul de Espanha e a Proteção Civil espanhola atribuía o sinal de alerta laranja para a região Andaluza.

Um dia depois, partimos com destino a Marbella, com um dia de sol fantástico. Recomendo Marbella para fazer férias, praias, gente bonita, muita diversão, copas, tapas e muito jamon.

A viagem até Almeria também decorreu dentro da normalidade com tempo ameno, bom para viajar de moto. Almeria local para os amantes do Kite-Surf, zona muito ventosa.

Seguidamente Valência, uma cidade com muitos monumentos, zona histórica.

No dia seguinte destino Barcelona, cidade cosmopolita com as suas ramblas e muito trânsito, nada de grandes visitas, estive já uma semana em Barcelona, no ano passado em 2009.

A viagem para Nimes (França) foi debaixo de chuva e frio, não deu para conhecer bem a cidade mas pelo pouco que vimos é uma cidade tipicamente francesa.

E a chuva continuava a cair e lá fomos para Toulon, mais propriamente para Ollioules, debaixo de chuva que teimava em não dar tréguas e com temperaturas a rondar os 8 graus.

No dia seguinte, sol e com temperaturas mais normais para a época, tivemos que mudar de caminho, devido às fortes chuvadas que haviam caído durante dois dias, e lá fomos dar a Nice, cidade muito chic já na Côte d´Azur. Local de férias de gente de bem e muitos jovens, uma cidade com muito vida noturna.

E finalmente a viagem até Itália, neste caso para Génova. Cidade portuária, cosmopolita, um trânsito infernal debaixo de um calor ainda pior e lá fomos nós parar a um Hotel a 30 quilómetros de Génova, em Sestri Levante, um local pitoresco muito cool e virado para as férias em família.

Chegara a hora do regresso, e desta vez viajámos até Cannes, palavras para quê???

Fomos visitar o Mónaco e fazer o circuito da F1, sem palavras…

Partimos em direção a Aix-en-Provence, cidade medieval muito gira e com muita gente jovem nas ruas e esplanadas.

E chegou o pior dia, o dia que marcou pela negativa esta magnifica viagem, entre os Alpes e os Pirenéus franceses, fomos fustigados por ventos laterais fortes, durante mais de uma hora e meia, força 7, para mim pareceu-me uma eternidade. A minha esposa, Carmina, entrou em pânico, agarrou-se a mim e chorava de medo. Ando de moto há 20 anos e pensava que já tinha passado por tudo, mas enganei-me... houve uma certa altura que pensei que já não aguentava mais, os músculos do pescoço e braços pareciam que me iam saltar do corpo, pensei em parar mas via a força do vento a levar tudo à frente e pensei: se paro não vou aguentar a moto de pé. E assim continuei, parecendo que estava dentro de um furacão, até terra e folhas das arvores entravam para dentro do meu capacete, cheguei a ter terra na boca, e com capacete fechado. Foi do pior, mas valeu a persistência, a experiência adquirida há mais de 20 anos de mota e o nunca desistir!

Depois de conseguirmos passar a tormenta parámos e ficámos no Hotel Ibis em Perpignan, junto aos Pirenéus, um local frio e ventoso. Coloquei-me na banheira com água quente e só sai de lá para jantar no próprio Hotel, foi o recuperar forças para o dia seguinte.

Depois do descanso dos guerreiros, lá fomos direitos a Zaragoza, com sol e calor, beber umas canhas e comer jamon numa bela esplanada. Zaragoza é uma cidade agradável e com muita historia.

No dia seguinte lá partimos para Valladolid, já com o sentimento de que a aventura/viagem estava prestes a acabar, é uma cidade cosmopolita agradável.

Finalmente a viagem para Portugal, com paragem e pernoita na cidade da Guarda. Boa comida, boa bebida é Portugal!

Com este pequeno relato espero ter dito o essencial, há coisas que pelas quais  passámos que não conseguimos transmitir as sensações e emoções que vivenciamos, que só quem vai é que as sente...

Quero agradecer à minha esposa Carmina a coragem e a camaradagem que teve em acompanhar-me nesta grande viagem/aventura.

Também quero dizer que a minha moto, Honda, modelo Varadero XL1000V, me surpreendeu pela positiva. Moto confortável, fiável, económica q.b., chegou a fazer medias de 5 litros aos 100 Kms e um máximo de 8 litros aos 100 Kms, apenas peca pelo peso e a sua volumetria.

Fizemos 5.600 quilómetros e só repus o nível do óleo do motor quando cheguei a casa, Funchal, não chegou a consumir 0,4 litros de óleo. Contudo a cada 1.000 quilómetros coloquei sempre spray na corrente, só posso dizer: grande máquina!

Durante a viagem cruzei-me por alguns motociclistas, como eu, andavam em viagem, e as motos eram quase todas Hondas Varadero XL1000V, BMW`s GS1200, Suzuki`s VStrom1000, Hondas GoldWings e algumas BMW`s GS800…

Há já me esquecia... o pneu traseiro chegou nas ultimas, mas com 16.800 quilómetros feitos, é obra!!


Boas curvas a ttodos!!!  
      


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Como se equipar ou vestir para uma grande viagem de moto.

Deixo aqui algumas dicas sobre o equipamento/roupa do motociclista para uma grande viagem.
1.º - Um bom capacete, confortável q.b., no meu caso uso capacetes modulares.
2.º - Lenço para o pescoço para proteger das intempéries e dos insectos.
3.º - Um bom casaco com protecções de ombros, cotovelos e coluna, e de preferência resistente à água.
4.º - Um bom par de luvas, confortáveis q.b.
5.º - Uma cinta para proteger a zona lombar, rins.
6.º - Calças com protecções de joelhos e de material resistente à água.
7.º - Botas apropriadas para andar de moto e também resistentes à água.
Esta foi a roupa que eu e a minha mulher utilizamos diariamente para viajar de moto.
Para usar por debaixo do equipamento acima descrito, utilizamos tshirts da Decathlon, desportivas anti transpiração e de secagem rápida, custam 5,99€ cada.
A roupa interior e meias levá-mos a mais velha/usada que tínhamos, e desta forma íamos deitando fora após um dia de utilização. Ficando a bagagem cada vez mais leve, com menos roupa.
Para passear, levei dois pares de calças de ganga, um par de ténis, uns chinelos, umas quantas tshirts e swet shirts já com algum uso para ao fim de um, dois ou três dias de utilização deitá-las fora. A minha esposa levou mais roupa mas nada de anormal.
Produtos de Higiene, apenas leva-mos duas escovas de dentes pequenas, especificas para viagens, pasta de dentes, fio dental, um desodorizante unisexo, corta unhas, escova para o cabelo da minha esposa, eu rapo a cabeça, duas gilletes de barbear descartáveis, espuma pequena de barbear. A minha esposa levou mais umas coisas, coisas de mulher… mas nada que ocupasse muito espaço ou que não viesse a ser necessário.
Dica: depois de cada viagem, etapa, de moto quando chegávamos ao Hotel, alem do banho da praxe, as tshirts usadas na viagem eram lavadas e colocadas a secar, no dia seguinte estavam secas e cheirosas, e prontas a serem usadas para mais uma viagem/etapa.
Em vez de dobrar-mos a roupa, dentro do top case ou malas laterais, o melhor é enrolar a roupa, fica menos amarrotada e ocupa menos espaço, experimentem!!!  
Utilizámos sempre os produtos de higiene dos próprios hotéis, sabonetes, shampôs, poupando espaço e peso na nossa bagagem. Até nos demos ao luxo de levar um mini ferro, de viagem, na bagagem, que deu um grande jeito.